Muito antes de filmes como Invocação do Mal e Pânico conquistarem o público, o cinema já explorava histórias sobrenaturais e criaturas assustadoras. Considerado por muitos o primeiro filme de terror da história, Le Manoir du diable, também conhecido como “The House of the Devil” (O Solar do Diabo) foi lançado em 1896, na França, e marcou uma das primeiras experiências do cinema com o medo e os efeitos visuais.
Pensando nisso, a repórter Isabella Oliva, do portal Hoje Diário, relembra a trajetória do gênero, desde os primeiros filmes com aparições sobrenaturais até as produções que continuam assustando diferentes gerações (assista abaixo).
O primeiro filme de terror
Lançado em 1896, Le Manoir du diable, dirigido pelo francês Georges Méliès, é considerado por muitos pesquisadores um dos primeiros filmes de terror do cinema. Com pouco mais de três minutos de duração, o curta apresenta um morcego que se transforma em uma figura demoníaca, capaz de invocar esqueletos, fantasmas e outras criaturas em um castelo.
Na época, o cinema ainda era uma novidade, e Méliès ficou conhecido por explorar truques de edição e efeitos visuais para criar cenas fantásticas. Embora a produção também tivesse elementos de comédia e fosse feita para surpreender e divertir o público, suas imagens sobrenaturais ajudaram a estabelecer elementos que seriam associados ao terror nas décadas seguintes
A ascensão dos monstros clássicos em Hollywood
Nas primeiras décadas do século XX, o terror começou a ganhar novas formas. Em 1920, O Gabinete do Dr. Caligari, dirigido por Robert Wiene, destacou-se pelo uso de cenários distorcidos, sombras e imagens que criavam uma atmosfera de pesadelo.
Dois anos depois, Nosferatu (1922), de F. W. Murnau, apresentou uma versão sombria da figura do vampiro e se tornou uma das obras mais importantes do terror mudo. O filme foi inspirado no romance Drácula, de Bram Stoker, embora tenha alterado nomes e elementos da história original.
Na década de 1930, os monstros clássicos conquistaram espaço em Hollywood. Drácula e Frankenstein, lançados em 1931, ajudaram a popularizar personagens que se tornaram referências da cultura pop e influenciaram inúmeras produções posteriores.
Do suspense psicológico aos assassinos mascarados
Com o passar dos anos, o gênero ampliou suas possibilidades e passou a explorar diferentes formas de provocar medo. Em vez de depender apenas de monstros e criaturas sobrenaturais, algumas produções começaram a apostar em ameaças humanas, mistérios e situações capazes de causar tensão.
Um dos exemplos é Psicose (1960), dirigido por Alfred Hitchcock, que se tornou uma referência do suspense psicológico. Já Halloween — A Noite do Terror (1978), de John Carpenter, ajudou a consolidar o modelo de histórias protagonizadas por assassinos mascarados, que ganhariam espaço em diversas produções posteriores.
Em 1996, Pânico, dirigido por Wes Craven, trouxe uma abordagem que misturava suspense e violência com referências aos clichês dos próprios filmes de terror, conquistando uma nova geração de espectadores.
O terror continua se reinventando
Atualmente, o gênero reúne diferentes vertentes, que vão do terror sobrenatural ao psicológico. Franquias como Invocação do Mal mantêm o interesse por histórias de assombrações e possessões, enquanto outras produções exploram medos cotidianos e conflitos humanos.
Mais de um século depois das primeiras experiências cinematográficas de Georges Méliès, o terror continua encontrando novas maneiras de envolver o público. Com monstros, fantasmas e assassinos, o gênero segue presente nas salas de cinema e nas plataformas de streaming.
Com a chegada do Halloween, celebrado em 31 de outubro, os filmes de terror também ganham espaço entre as opções de entretenimento para quem gosta de histórias assustadoras. A evolução do gênero mostra que, mesmo com as mudanças na tecnologia e na linguagem cinematográfica, o fascínio pelo medo continua atravessando gerações.




