Foto: Marcelo Casal Junior/Agência Brasil

Essa semana, a Petrobras anunciou um novo aumento no preço da gasolina. Dessa vez, o valor subiu 7,04%, o que colocou o custo por volta dos R$ 6,32. No entanto, em pelo menos seis estados, o produto já pode ser encontrado com o valor na casa dos sete reais, como no Rio de Janeiro, em que o litro está R$ 7,39 ou no Rio Grande do Sul, que lidera como o mais elevado no país, a R$ 7,49.

Um dos principais fatores que intensificam o aumento do preço é a desvalorização do real brasileiro. O dólar, moeda a qual o petróleo está atrelado, tem tido uma alta de 8,5% sobre o nosso dinheiro. Logo, quando é feita a conversão para a compra das matérias-primas dos combustíveis, há um gasto mais alto que o esperado, que reflete diretamente no valor que o produto final será repassado ao consumidor.

Além da crise econômica, a instabilidade política colabora para que o cenário financeiro fique caótico, haja uma maior depreciação da economia nacional e do real, e menos políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento fiscal sustentável são propostas e colocadas em prática.

Sem a perspectiva de melhora, os brasileiros têm visto, quase que diariamente, seu poder de compra se esvair, o que o força a fazer mudanças em alguns setores de suas vidas, pensando em um bem maior. De acordo com o levantamento “Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana”, elaborado pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Instituto de Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), 35% dos entrevistados deixaram de usar os próprios carros por conta do elevado preço da gasolina.

Os motoristas de aplicativos como Uber, 99Táxi, Cabify, entre outros, também estão sendo diretamente afetados pela inconsistência no preço dos combustíveis. As empresas realizaram, no início de setembro, um reajuste no valor das corridas em função dos constantes aumentos na gasolina, o que prejudicou os usuários, que tem preferido usar o transporte público por ser financeiramente mais econômico, enquanto os motoristas viram a clientela sumir, a renda mensal despencar e o trabalho se tornar insustentável.

A melhor alternativa para não ficar refém da situação é repensar alguns hábitos. Muitos motoristas têm preferido deixar o carro na garagem e usar os meios de transporte público como trens, metrôs e ônibus. Outros fazem uma troca, deixam os carros parados e investem em motocicletas, que são mais ágeis e consomem menos combustível. Apesar de ambos significarem sacrificar a comodidade, conforto e segurança que o próprio veículo propicia, são uma forma eficaz de poupar dinheiro.

Em meio ao cenário de crise, é preciso que a população tenha muita consciência, faça um bom controle de seus gastos e esteja sempre atenta e revisando o que é essencial e o que pode ser mudado em suas rotinas. Com pequenas alterações, é possível fazer economias e poupar para uso em situações de emergência ou para investimentos futuros.

(Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do HojeDiário.com)

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