O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, fez um apelo enfático contra o embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos. O discurso ocorreu nesta terça-feira (29), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Vieira criticou a medida, que já dura mais de 60 anos, apontando os impactos negativos do embargo sobre o desenvolvimento social e econômico de Cuba, prejudicando especialmente os mais pobres.
Vieira destacou que o embargo limita o acesso da população cubana a bens essenciais, como medicamentos e tecnologias, afetando diretamente os direitos humanos no país. Segundo o chanceler, o repúdio ao embargo é praticamente consensual na comunidade internacional.
O Brasil, disse ele, “reafirma sua oposição firme, categórica e constante ao embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba”. Ele também condenou a aplicação extraterritorial de leis nacionais dos Estados Unidos, que considera discriminatórias.
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O ministro também abordou a crise energética que Cuba enfrenta, agravada pela recente passagem do furacão Oscar, que causou danos significativos à infraestrutura da ilha e apagões generalizados. Vieira informou que o Brasil ativou medidas de cooperação e assistência humanitária para ajudar o país caribenho, incluindo o envio de combustíveis e alimentos.
Em setembro de 2023, durante a 47ª Cúpula do G77 e China, Brasil e Cuba firmaram uma carta de intenções para criar um programa de cooperação agrícola, que inclui a doação de 20 mil toneladas de arroz e 3,1 mil toneladas de leite em pó, reforçando o apoio brasileiro à nação caribenha.
O chanceler brasileiro também fez um apelo direto aos Estados Unidos para que reavaliem sua política em relação a Cuba, retirando o país da lista de Estados patrocinadores do terrorismo e promovendo “um diálogo construtivo baseado no respeito mútuo e na não interferência”.