A jovem Beatriz Nogueira, de 22 anos e moradora de Suzano há 11 anos, vem construindo uma trajetória marcada pelas expressões artísticas e pela produção autoral. Cantora, compositora, poeta e fotógrafa, ela utiliza diferentes linguagens para transformar vivências pessoais em arte.
A artistas reúne atualmente músicas autorais que exploram sentimentos e reflexões. Entre as faixas disponíveis no Spotify estão “Só Você”, “Vamos Ver o Mar”, “Pra Sempre Vou Te Amar”, “São Só Palavras” e “O Que Nem Existiu”.
Além da música, Beatriz também se dedica à literatura. Em abril deste ano, ela lançou o livro “Ser Eu, Poesias”, no CineTheatro Wilma Bentivegna, em Suzano, reunindo poemas que abordam diferentes fases da vida. Em entrevista ao portal Hoje Diário, a artista explicou que a obra surgiu de forma natural em sua trajetória.
“A ideia surgiu quando cheguei a 100 poesias e comecei a pensar na possibilidade de lançar um livro um dia”, contou.
O livro “Ser Eu, Poesias” reúne temas como desilusões amorosas, luto, natureza, amor-próprio e ciclos da vida. Para Beatriz, a proposta é apresentar reflexões sobre o cotidiano de forma sensível e poética.
Um dos textos que mais a representa é a poesia “A Morte Que Trouxe Vida”, que aborda identidade e pertencimento.
“A poesia fala sobre entendermos que não precisamos nos moldar para nos encaixar em algum espaço, mas sim perceber que temos o nosso próprio lugar”, explicou.
O lançamento da obra também marcou um momento importante em sua trajetória artística. O evento aconteceu no CineTheatro Wilma Bentivegna, espaço cultural tradicional de Suzano.
“Foi muito especial e gratificante. Me senti realizada por mais essa conquista. Nunca imaginei que estaria fazendo um bate-papo sobre o meu livro. É assustador e especial ao mesmo tempo”, relembrou. Atualmente, a venda do livro é realizada de forma independente, por meio das redes sociais da artista.
A relação de Beatriz com a arte começou ainda na infância. Segundo ela, o desejo de seguir carreira artística surgiu muito cedo.
“A arte está na minha vida desde os quatro anos. A partir daí, comecei a sonhar e a desejar ser cantora”, afirmou. Aos 13 anos, ela iniciou aulas de violão e canto. Já aos 17, lançou sua primeira música autoral, dando início à trajetória profissional na música. Desde então, passou a se apresentar em saraus e recitais, expandindo sua presença para bares e restaurantes.
A composição, no entanto, ganhou mais força anos depois. “Comecei a levar a sério a composição em 2017. Foi quando escrevi minha primeira música, e as poesias começaram a surgir em 2023”, explicou.
Entre suas canções, a primeira composição foi “Sol e Lua”. Já entre as obras mais recentes, uma das mais significativas para a artista é o single “Foi Só Uma Fase Que Demorou Passar”.
“O single é muito significativo para mim porque retrata um cenário que não só a minha família, mas o mundo todo passou, que foi a pandemia da Covid-19. Também retrata a morte de um artista que eu admirava, e ainda admiro, muito, que foi Paulo Gustavo. Na letra da música, tentei transmitir a tristeza e a esperança que todos nós tínhamos em nossos corações”, contou.
No campo musical, Beatriz define seu estilo como MPB (Música Popular Brasileira) e Bossa Nova, mas destaca a liberdade na escolha do repertório. “Gosto de cantar aquilo que me faz bem”, disse.
A artista também cita como referências nomes como Jorge Vercillo, Tim Bernardes e Ella Fitzgerald.
Além da carreira solo, Beatriz também integra atualmente o duo Beluc, ao lado do músico Lucas Carv, realizando apresentações em bares e restaurantes da região. Paralelamente, mantém o projeto autoral “Meu Universo”, apresentado em espaços culturais e eventos de Suzano.
Outra linguagem que passou a integrar sua trajetória artística é a fotografia. Segundo Beatriz, a prática ampliou sua forma de enxergar e produzir arte.
Vivendo exclusivamente da produção artística, ela destaca que o processo de se reconhecer como artista ainda é um dos maiores desafios da carreira.
“Acredito que o maior desafio é se entender artista, compreender o seu valor como artista e, principalmente, acreditar em si mesmo”, disse.
Atualmente, Beatriz também trabalha no desenvolvimento de novos projetos. Entre eles, estão a produção de um novo EP (Extended Play) e uma exposição de fotografias. O principal objetivo da artista, no entanto, vai além dos projetos individuais.
“Viver da minha arte. Da minha música, da minha fotografia, da minha poesia, e alcançar o máximo de pessoas”, afirmou.
Para ela, a arte tem um papel de conexão e transformação. “Procuro incentivar, inspirar, acolher, curar e encantar cada pessoa que escute, veja ou leia minha arte”, finaliza.
Para conhecer mais e acompanhar o trabalho de Beatriz Nogueira, acesse o Instagram @abeatriznogueira_ e o perfil com links e músicas no Spotify https://linktr.ee/abeatriznogueira.







