Suzano ocupa a sexta posição entre os municípios brasileiros com maior exposição financeira às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, conforme levantamento recente do jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão. A cidade tem US$ 191,9 milhões em exportações sob risco direto da medida.
Piracicaba, também no estado de São Paulo, lidera o ranking nacional, com US$ 1,19 bilhão, seguida pela capital paulista (US$ 239,4 milhões) e por Joinville (SC), com US$ 229,9 milhões.
A forte presença da indústria de papel e celulose explica a posição de Suzano na lista. O município abriga, por exemplo, uma unidade fabril da Suzano S/A.
O estudo do Estadão utiliza bases de dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e da Amcham Brasil para projetar os impactos da medida.
Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indicam que 24% das exportações brasileiras do segmento de papel e celulose para o mercado norte-americano serão atingidas pela sobretaxa adicional de 25%, tornando esse um dos setores mais pressionados pela política comercial dos Estados Unidos.
A tarifa adicional de 25% decorre de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), iniciada após o anúncio da taxação de 50% sobre produtos brasileiros feito pelo então presidente Donald Trump, em julho de 2025.
Segundo a CNI, a medida deve atingir US$ 11 bilhões em vendas brasileiras aos Estados Unidos, volume equivalente a 26,2% de toda a pauta exportadora do Brasil destinada a esse mercado.
Dez cidades mais atingidas no Brasil pelo Tarifaço
- Piracicaba (SP): US$ 1,19 bilhão;
- São Paulo (SP): US$ 239,4 milhões;
- Joinville (SC): US$ 229,9 milhões;
- Serra (ES): US$ 216,1 milhões;
- Petrópolis (RJ): US$ 203,7 milhões;
- Suzano (SP): US$ 191,9 milhões;
- Campo Largo (PR): US$ 184,1 milhões;
- Cachoeiro de Itapemirim (ES): US$ 178,6 milhões;
- Guarulhos (SP): US$ 176,8 milhões;
- Caçador (SC): US$ 176 milhões.




