O Dia Internacional da Juventude, celebrado no último dia 12, trouxe um alerta que não pode passar despercebido: o desemprego entre os jovens voltou a crescer no mundo. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa global chegou a 12,4% em 2025, o equivalente a 67 milhões de jovens de 15 a 24 anos sem trabalho. Mais preocupante ainda é o crescimento do grupo que não está empregado, estudando ou em formação profissional, que são mais de 257 milhões de pessoas.
O cenário revela um problema que vai além da falta de vagas. A desaceleração econômica, a baixa criação de empregos, as transformações tecnológicas e o descompasso entre a formação oferecida e as competências exigidas pelas empresas estão dificultando especialmente a entrada de quem busca a primeira oportunidade. Para o jovem, falta experiência justamente porque faltam oportunidades para adquiri-la. A própria OIT destaca que os primeiros passos profissionais são particularmente difíceis e que competências desenvolvidas no ambiente de trabalho fazem diferença na empregabilidade.
Por isso, enfrentar o desemprego juvenil exige mais do que esperar a economia melhorar. É preciso aproximar escola, qualificação e mercado de trabalho, ampliar programas de aprendizagem e estágio, fortalecer a orientação profissional e criar políticas que incentivem a contratação de jovens. Estudos recentes da OIT e do Banco Mundial mostram que programas bem estruturados de inserção no mercado, formação, empreendedorismo e subsídios à contratação podem gerar impactos positivos no emprego e na renda.
O alerta da OIT, portanto, deveria servir como um chamado à ação. Investir na juventude é investir na capacidade de um país crescer, inovar e reduzir desigualdades. Mais do que preparar os jovens para as profissões do futuro, precisamos garantir que eles tenham uma porta de entrada para esse futuro. Afinal, uma geração que encontra caminhos para trabalhar, aprender e prosperar também encontra razões para acreditar no próprio potencial.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com).




