O Governo de São Paulo assinou, nesta quarta-feira (19), o convênio para a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Mogi das Cruzes, por meio do Programa IntegraTietê. O projeto terá investimento de R$ 178,5 milhões e deve beneficiar diretamente 134,6 mil pessoas, com a implantação de 41.918 novas ligações de esgoto. As obras estão previstas para começar em janeiro de 2027.
A assinatura foi realizada na sede da Prefeitura de Mogi das Cruzes e contou com a participação da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende; da diretora-presidente da Agência de Águas de São Paulo (SP Águas), Camila Viana; e da prefeita Mara Bertaiolli. Os recursos são provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Tesouro Estadual. A execução do projeto ficará a cargo da SP Águas, agência vinculada à Semil.
A repórter Isabella Oliva, do portal Hoje Diário, acompanhou a assinatura do convênio (assista ao vídeo, abaixo).
Obras e novas ligações
O projeto prevê a implantação de aproximadamente 24,2 quilômetros de coletores-tronco e 16,5 quilômetros de redes coletoras de esgoto. Também serão qualificados 11,8 quilômetros de redes antigas. Além disso, estão previstas 41.918 novas ligações de esgoto, bem como ligações domiciliares e interligações com a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Suzano.
As intervenções contemplam as bacias dos rios Jundiaí, Oropó, Ipiranga e Negro. Segundo o Governo de São Paulo, o objetivo é eliminar o lançamento direto de esgoto nos corpos hídricos urbanos de Mogi das Cruzes. O sistema também contará com soluções para a captação e o tratamento de águas pluviais contaminadas por poluição difusa, além de ações de monitoramento qualitativo e quantitativo da água.
Redução da poluição nos rios
A expectativa é que as intervenções reduzam em aproximadamente 2.652 toneladas por ano a carga de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) lançada atualmente nos corpos hídricos urbanos. A estimativa representa uma redução de 66%.
Segundo a secretária Natália Resende, o investimento deve contribuir para a recuperação ambiental do Alto Tietê e para a melhoria da qualidade de vida da população. A integração do sistema com a ETE Suzano também deverá ampliar a eficiência do tratamento dos esgotos coletados no município.
Investimentos em Mogi das Cruzes
Durante a assinatura, a prefeita Mara Bertaiolli afirmou que a universalização da coleta e do tratamento de esgoto é uma das metas da administração municipal.
Segundo a prefeita, considerando as obras de saneamento já concluídas, em andamento, com licitação finalizada e com financiamento aprovado, Mogi das Cruzes soma R$ 247 milhões em investimentos. Com a inclusão dos R$ 178,5 milhões do IntegraTietê, o total chega a R$ 425,2 milhões, de acordo com os dados apresentados pela administração municipal.
Além do novo sistema de esgotamento sanitário, o Governo de São Paulo mantém outras ações de saneamento, recuperação ambiental e gestão dos recursos hídricos no município.
Entre as intervenções em andamento está o desassoreamento do Rio Tietê, com investimento de R$ 35,6 milhões em um trecho de aproximadamente 13,3 quilômetros entre Suzano e Mogi das Cruzes. Também estão em andamento projetos financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), que somam R$ 32,3 milhões e envolvem ações de gestão dos recursos hídricos, saneamento básico, resíduos sólidos, capacitação e comunicação social.
Entre as ações concluídas está o programa Rios Vivos, conduzido pela SP Águas, que recebeu R$ 4,3 milhões e retirou 44.204,18 metros cúbicos de sedimentos em cinco intervenções. Projetos financiados pelo Fehidro também foram concluídos, com R$ 49,6 milhões em investimentos nas áreas de proteção e qualidade das águas, gestão de recursos hídricos, saneamento básico, drenagem e controle de cheias, gestão de demanda e resíduos sólidos.
IntegraTietê
O projeto de Mogi das Cruzes faz parte do Programa IntegraTietê, iniciativa do Governo de São Paulo voltada à ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, à recuperação ambiental e à melhoria da qualidade das águas da bacia do Rio Tietê. Segundo o governo estadual, desde 2023, mais de 6,4 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados da bacia do Tietê. Os investimentos nessa frente somam R$ 1,13 bilhão até julho de 2026.
Outra frente do programa envolve a atuação da Sabesp para eliminar ligações irregulares de esgoto na bacia. Desde 2023, mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados à rede de esgoto, beneficiando cerca de 4 milhões de pessoas, principalmente em municípios da Região Metropolitana de São Paulo e do Alto Tietê.




