Enfrentar dias de chuva, temperaturas mais baixas e veículos lotados é uma realidade inevitável para milhares de trabalhadores. Se você mora no Alto Tietê e trabalha em São Paulo, por exemplo, provavelmente passa muito tempo esmagado entre várias pessoas em locais fechados, e esse cenário, além de desafiador, contribui para a circulação de vírus.
Porém, em locais com grande volume de pessoas, alguns cuidados simples que acabamos negligenciando na correria podem ajudar a reduzir o risco de transmissão de doenças respiratórias e tornar o deslocamento mais seguro.
Lave bem as mãos
A higiene das mãos é uma das principais recomendações das autoridades de saúde. O Ministério da Saúde orienta lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel, especialmente antes de consumir alimentos. Também recomenda evitar tocar os olhos, o nariz e a boca com as mãos que não foram higienizadas.
Evite segurar na barra do trem e coçar o nariz, por exemplo. Transportes coletivos podem transmitir mais doenças que hospitais, já que passageiros compartilham espaços e têm contato frequente com superfícies como barras, corrimãos, catracas e assentos.
Mas calma: quem utiliza o transporte público não precisa ficar obsessivo nem entrar em uma rotina de limpeza constante. A principal orientação é adotar a higiene das mãos nos momentos adequados.
Não devemos higienizar as mãos apenas antes de comer. Vale lavá-las ao chegar ao trabalho, em casa ou em outro local que tenha água e sabão disponíveis. Se isso não for possível naquele momento, o álcool em gel pode ser uma alternativa.
Durante o percurso, outro hábito importante é evitar levar as mãos ao rosto. Como já mencionado, coçar os olhos, mexer no nariz ou levar os dedos à boca são gestos comuns e muitas vezes automáticos, mas devem ser evitados antes da higienização.
Tosse e espirro exigem atenção no transporte
A chamada “etiqueta respiratória”, que se popularizou durante a Covid, é outra medida recomendada para reduzir a transmissão de doenças respiratórias em geral.
Quem nunca levou um espirro dentro do trem fechado? É bastante desagradável e, principalmente, contagioso.
Então, ao tossir ou espirrar, seja educado e cubra o nariz e a boca com um lenço descartável. Caso não haja um lenço disponível, a recomendação é utilizar o antebraço, e não as mãos, já que elas terão mais contato com barras e outras superfícies.
Assim que possível, higienize as mãos novamente com álcool ou água e sabão. Entre as recomendações do Ministério da Saúde também estão utilizar lenços descartáveis para a higiene nasal e evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e garrafas.
Ambientes ventilados ajudam na prevenção
A ventilação também faz parte das medidas gerais de prevenção de doenças respiratórias. É importante manter os ambientes bem ventilados e com circulação de ar, principalmente em locais fechados e com grande concentração de pessoas.
No transporte coletivo, nem sempre temos a opção de controlar as condições do ambiente, mas, sempre que possível, colabore com medidas que favoreçam a ventilação e reduzam a concentração de agentes infecciosos no ar, como abrir uma janela.
Está com sintomas respiratórios? Redobre os cuidados
Pessoas com sintomas de gripe ou outras doenças respiratórias devem redobrar a atenção para evitar transmitir vírus a outras pessoas.
Precisamos normalizar o uso de máscaras descartáveis pós-pandemia. A atitude já é padrão em outros países desde antes da Covid e deveria ser adotada aqui também. Pessoas com sintomas, casos confirmados de determinadas doenças respiratórias e pessoas em situações de maior risco de transmissão, como em locais fechados e com aglomeração, devem usar máscara.
Em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro, a orientação é procurar um serviço de saúde. A vacinação também continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção contra formas graves de doenças como influenza, Covid-19 e sarampo, que voltou a circular recentemente. Manter a situação vacinal atualizada é outro cuidado importante.
Chuva aumenta o risco de escorregões e quedas
Os cuidados durante o deslocamento não envolvem apenas a prevenção de doenças. Em dias chuvosos, calçadas, plataformas, escadas e áreas de embarque podem ficar molhadas e escorregadias. A atenção deve ser redobrada principalmente durante a entrada e a saída de ônibus, trens e estações.
Evitar correr para alcançar um veículo é uma medida simples que pode prevenir acidentes. Também é importante observar o piso, utilizar corrimãos quando necessário e dar atenção especial a escadas e áreas molhadas.
O tipo de calçado também pode fazer diferença. Solas com pouca aderência podem aumentar o risco de escorregões em superfícies molhadas. Outro cuidado prático é guardar o guarda-chuva de forma que ele não atrapalhe a circulação de outros passageiros.
Roupas e calçados molhados devem ser trocados quando possível
Quem enfrenta chuva durante o caminho para o trabalho ou para a escola também pode adotar alguns cuidados básicos ao chegar ao destino. Se roupas e calçados ficarem muito molhados, o ideal é trocá-los assim que possível.
Se permitido pelo seu local de trabalho, por exemplo, pode ser interessante andar com uma muda extra de roupa, um par de meias secas, uma toalha pequena e um chinelo para usar enquanto seu calçado seca. Os pés devem ser secos adequadamente, e os sapatos precisam ter tempo para secar antes de serem reutilizados.
Ficar com o cabelo ou os pés molhados não causa gripe por si só, mas reduz a temperatura do corpo e contrai os vasos sanguíneos do nariz, o que enfraquece as defesas locais e facilita a ação de vírus que já estão por perto. O frio e o período de maior permanência das pessoas em ambientes fechados podem coincidir com uma maior circulação de doenças respiratórias.
Além disso, a umidade e o frio aceleram a perda de calor corporal, abrindo caminho para a hipotermia. Esse ambiente úmido e abafado nas roupas e nos sapatos também é perfeito para a multiplicação de fungos e bactérias, o que aumenta muito o risco de micoses, frieiras e irritações na pele.



