No dia 08 de setembro, a Igreja Católica celebrou a Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Considerando que Jesus Cristo tem seu Natal solenemente celebrado no dia 25 de dezembro e que, além dele, somente Maria e São João Batista têm o seu nascimento no calendário litúrgico católico, dá para compreender a relevância de ambos. Não foi Maria que se autopromoveu ou se autoescolheu, mas foi o Altíssimo que, em sua sabedoria e bondade, a escolheu, e ela, livremente, respondeu “sim”.
Deus precisaria agir assim? Não. Mas quis mostrar-nos que, em Maria, Ele também, de certo modo, nos escolheu. Evidentemente, o próprio nascimento de seu Filho, Nosso Senhor, já manifesta, de maneira preeminente, sua predileção por nós. Contudo, sua misericórdia continua a irradiar-se sobre cada pessoa humana, inclusive sobre Maria.
Rezar a Maria e aos santos não é diminuir o poder de Deus, mas reconhecer seu poder e amor, uma vez que, como nos diz São Paulo, nem a morte pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus.
No silêncio do nascimento de uma criança desconhecida, que não morava em um palácio nem era cercada por uma multidão, Deus preparava aquela de quem quis que nascesse o Salvador.
Aqui não entram o barulho, a altivez e a pompa, mas o silêncio envolvente e grandioso de Deus, que fez e continua fazendo maravilhas na vida de cada um. Agradeçamos, então, a Deus por Maria e por cada criança que nasce, dom de seu amor.
Oração:
Oh! Graciosíssima menina! Que, com vosso feliz nascimento, haveis consolado ao mundo, alegrado o céu e aterrado o inferno. Haveis dado ajuda aos caídos, esperança aos tristes, saúde aos enfermos e alegria a todos. Suplicamo-vos, com os mais fervorosos afetos, que renasceis espiritualmente com vosso Santo amor em nossa alma. Renovai nosso espírito, para que vos sirvamos, acendei de novo nosso coração para que vos amemos; e fazei florescer em nós aquelas virtudes com as quais possamos fazer-nos sempre mais agradáveis a vossos benigníssimos olhos. Oh! Maria! Sede para nós Maria, fazendo-nos experimentar os saudáveis efeitos de vosso suavíssimo nome, sirva-nos a invocação deste nome de alívio nos trabalhos, de esperança nos perigos, de escudo nas tentações, de alimento na morte. Seja o nome de Maria como mel na boca, a melodia no ouvido e o júbilo no coração. Assim seja.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com)



