Morre, aos 63 anos, o historiador Rosival dos Santos, o Rouxinol, que dedicou a vida a pesquisar e divulgar Mogi das Cruzes

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Morreu nesta quinta-feira (17), aos 63 anos, o historiador mogiano Rosival dos Santos, o Rouxinol. Conhecido por dedicar décadas à pesquisa e à divulgação da história de Mogi das Cruzes, ele transformou o interesse pela cidade em parte central de sua trajetória.
A causa da morte não foi divulgada.

O apelido Rouxinol surgiu entre amigos das noites mogianas e acabou se tornando a forma pela qual Rosival ficou conhecido em toda a cidade. Seu envolvimento com a memória do município começou cedo: desde 1979, pesquisava acontecimentos e histórias relacionados a Mogi das Cruzes.
Esse trabalho também ganhou espaço na imprensa. Rouxinol manteve a coluna “Mogy Antiga” em um jornal do município, levando aos leitores conteúdos sobre o passado mogiano. Anos depois, a coluna deu origem a um livro, lançado em 2021.

Antes disso, o historiador já havia encontrado outras formas de expressão. Na década de 1980, participou de várias exposições de desenhos. Em 1986, entrou para o grupo de teatro Grumont como ator e participou de mostras e festivais.
A dedicação à história e às artes também esteve presente em sua participação na Academia Mogicruzense de História, Artes e Letras (AMHAL). Rouxinol tomou posse na instituição em 2024 e demonstrava orgulho de fazer parte da academia.

Nas redes sociais, continuava a compartilhar o que pesquisava havia tantos anos. Era administrador do grupo Arquivo Mogyano, no qual publicava conteúdos relacionados à história da cidade.
Após a confirmação da morte de Rouxinol, o espaço que ele usava para manter viva a memória de Mogi das Cruzes também passou a reunir despedidas. Amigos e admiradores de seu trabalho publicaram homenagens e cartas em sua memória.

Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre o velório e o sepultamento de Rouxinol.

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