Nesta terça-feira (02), a partir das 15h, o Projeto de Lei de autoria do vereador Mauro Araújo, que visa à distribuição gratuita de sensores de glicemia para portadores de diabetes tipo 1, será apresentado na Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o Brasil ocupa o 3º lugar no número de pessoas com diabetes tipo 1. Mesmo assim, atualmente, não existe lei estadual ou municipal que viabilize a entrega do dispositivo.
Débora Polimeno, advogada que convive com a doença há 41 anos, comentou a importância da iniciativa no município. O projeto busca viabilizar o início das entregas no ano de 2026, tendo em vista a lei orçamentária e a organização das finanças municipais.
Outras cidades do estado de São Paulo, como Ribeirão Preto e Guararema, já possuem leis que amparam a distribuição do sensor para os munícipes. Para Débora, o foco é que as pessoas que convivem com a doença tenham a oportunidade de ter uma vida plena e saudável.
“Eu sou diabética tipo 1 há 41 anos e não tenho sequelas. Uso o sensor Libre já há 7 anos e tudo melhorou na minha vida. O dispositivo permite um controle maior da glicemia diária e possibilita ficar dentro da meta”, comenta.
Os sensores de glicemia funcionam através da inserção de um pequeno sensor sob a pele, geralmente na parte superior do braço ou no abdômen. O dispositivo mede a glicose no fluido intersticial, que é o líquido que envolve as células do corpo.
Os dados coletados são enviados para um dispositivo receptor, como um smartphone ou um monitor específico, permitindo que o usuário visualize suas leituras de glicose continuamente.
Débora chama a atenção para os sintomas, que podem facilitar a identificação da doença.
“Eu sentia muita sede, vontade de ir ao banheiro e tive perda de peso. Esses foram os sinais que meus pais perceberam quando eu era pequena e fizeram com que fosse rapidamente descoberta minha diabetes tipo 1”, conclui.




























