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Precário: Vigilância Sanitária interdita restaurante delivery de yakisoba na área central de Suzano após encontrar diversas falhas graves de higiene

Um restaurante que produzia e comercializava yakisoba exclusivamente para entrega foi interditado pela Vigilância Sanitária de Suzano na última quinta-feira (29), após a constatação de um conjunto de irregularidades sanitárias consideradas graves no local de preparo dos alimentos. O estabelecimento funcionava na rua Baruel, na região central da cidade.

A ação ocorreu depois de uma denúncia registrada na Ouvidoria Municipal, que apontava problemas recorrentes na rotina de trabalho do restaurante. Durante a vistoria, equipes técnicas da administração municipal encontraram condições precárias de higiene tanto no ambiente quanto nos procedimentos operacionais adotados.

Os fiscais identificaram acúmulo de crostas de gordura em equipamentos, móveis e utensílios utilizados na cozinha, além de sujeira visível nas paredes e no piso. Também foi constatada a presença de lixo espalhado pelo chão do imóvel, agravando o risco sanitário do espaço.

Outro ponto considerado crítico foi a inexistência de uma separação adequada entre o banheiro e a área de manipulação dos alimentos. O sanitário apresentava resíduos no vaso, o que contribuía para um odor intenso que se espalhava por todo o estabelecimento.

Durante a inspeção, as autoridades verificaram ainda que o proprietário, responsável pela manipulação dos alimentos, fazia uso de cigarros durante o preparo das refeições, apagando-os diretamente no fogão. A prática contraria normas sanitárias e a legislação antifumo vigente no estado.

Diante do cenário encontrado, foi lavrado o Auto de Infração número 0165/2926, com base no descumprimento da Portaria CVS 5/2013 e da Lei Estadual 13.541/2009, conhecida como Lei Antifumo do Estado de São Paulo. A interdição foi aplicada como medida imediata para evitar riscos à saúde da população.

A diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lúcia Lorente, afirmou que as equipes mantêm atuação constante para coibir práticas que possam comprometer a segurança alimentar. Segundo ela, o início de 2026 segue com o mesmo ritmo de fiscalização do ano anterior, com respostas rápidas às denúncias recebidas e continuidade das vistorias já programadas, adotando as providências cabíveis sempre que forem identificadas irregularidades.