Aos 39 anos, a professora Michelle Nunes Durães Nogueira, conhecida como Mi Durães, transforma uma trajetória dedicada à educação em uma nova experiência: a de escritora. Professora da rede pública de ensino há 19 anos, ela estreia na literatura infantil com A Solidão da Bailarina, obra que será apresentada durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, neste domingo (13). Nascida em Ribeirão Pires (SP), Mi trabalha na Escola Municipal Engenheiro Isaías Martinelli Gama, em Suzano. Ao longo da carreira, desenvolveu projetos nas áreas de leitura, meio ambiente e música. Também é formada em Magistério, Pedagogia, Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento e Arte e Educação.
Em entrevista ao portal Hoje Diário, a autora contou sobre a obra que marca sua estreia na literatura infantil. “A Solidão da Bailarina conta a história de uma linda bailarina chamada Melinda em busca de sua liberdade”, explicou.
Na história, Melinda é uma bailarina que vive dentro de uma caixinha de música. Quando a caixa se fecha, a personagem fica em meio à tristeza, à escuridão e à solidão. A situação muda quando ela percebe que ninguém irá aparecer para salvá-la e decide tomar uma atitude que transforma sua vida.
A obra utiliza a trajetória da personagem para abordar temas como liberdade, resiliência, fé e empoderamento feminino. Na apresentação do livro, Mi define a história como uma reflexão sobre os diferentes tipos de prisão que podem existir na vida.
“É um livro sobre empoderamento feminino, de resiliência, de fé, que se pode vencer qualquer cárcere, seja ele qual for, basta identificar e se livrar do ‘ímã’ que te prende!”, afirma a autora.
A relação de Mi com os livros, no entanto, não começou agora. Leitora, professora e responsável por projetos voltados à leitura ao longo da carreira, ela passa a utilizar também a literatura como forma de trabalhar temas que considera relevantes.
Neste domingo (13), das 13h às 15h, a professora e escritora estará no estande D81, da Ipê das Letras, para uma leitura compartilhada e contação de história de A Solidão da Bailarina. A atividade também terá distribuição de brindes para o público que prestigiar o encontro. Haverá ainda a possibilidade de bate-papo com a autora e registro de fotos. A programação aproxima o trabalho literário de Mi de um público diverso e, no caso de A Solidão da Bailarina, estabelece uma relação direta com sua experiência na área da educação.
A presença na Bienal também marca a estreia de Mi em um novo espaço profissional. Além de professora, psicopedagoga e arte-educadora, ela passa a se apresentar como escritora, levando ao público uma história construída em torno de questões como liberdade, coragem e superação.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece até domingo (13), no Distrito Anhembi, localizado na avenida Olavo Fontoura, número 1209, em Santana, São Paulo. De acordo com a organização, o evento conta com transporte gratuito de ida e volta ao local, com saída do ComVem Tietê, na avenida Voluntários da Pátria, ao lado da estação Portuguesa-Tietê do Metrô.
Para conhecer mais sobre o trabalho da autora, também é possível entrar em contato pelo e-mail [email protected], pelo WhatsApp (11) 97263-6506 ou pelo Instagram @michelle_duraes.





