“Que a gente nunca perca a capacidade de perguntar: você está bem?”, por Larissa Ashiuchi

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas por ano enfrentam situações relacionadas à saúde mental que podem ser prevenidas com acolhimento, atenção e acesso ao cuidado adequado. O dado reforça a importância de olharmos para a saúde emocional com mais seriedade e, principalmente, de entendermos que conversar e escutar também são formas de cuidar.

Vivemos dias cada vez mais acelerados. São compromissos, responsabilidades, mensagens, redes sociais e tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que, muitas vezes, perguntamos “você está bem?” quase no automático, sem realmente esperar pela resposta.

O Setembro Amarelo nos convida a desacelerar e olhar para o outro com mais atenção. É um período importante para lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho os momentos difíceis e que uma conversa acolhedora pode ser o primeiro passo para alguém buscar apoio.

Nem sempre cuidar significa ter a palavra certa ou encontrar uma solução. Às vezes, significa simplesmente estar presente. Ouvir sem julgamentos, respeitar o tempo do outro, oferecer um abraço, uma palavra amiga ou dizer “se precisar, pode contar comigo”.

Também precisamos lembrar que nem sempre sabemos o que uma pessoa está vivendo. Por isso, a empatia é tão importante. Um sorriso pode esconder um dia difícil, assim como uma pessoa aparentemente forte também pode precisar de acolhimento.

Que o Setembro Amarelo não seja apenas uma campanha de um mês, mas um convite para levarmos a escuta, a empatia e o cuidado para todos os dias do ano.

Que a gente nunca perca a capacidade de olhar para quem está ao nosso lado e perguntar, de coração aberto: você está bem?

(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com).

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