Quando falamos em inclusão, é comum pensarmos primeiro em rampas, elevadores, calçadas acessíveis e outros recursos físicos. Mas, em uma sociedade cada vez mais conectada, existe também uma outra dimensão da acessibilidade, que é aquela que acontece pela tela.
Uma proposta aprovada recentemente pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados busca priorizar o atendimento remoto de pessoas com deficiência e idosos quando o deslocamento até um órgão público representar uma dificuldade excessiva ou injustificada. A ideia é ampliar o acesso por meio de canais digitais ou telefônicos acessíveis, sem retirar o direito ao atendimento presencial quando ele for necessário ou escolhido pelo cidadão.
É uma discussão importante porque inclusão não significa apenas criar direitos, mas garantir que eles possam ser exercidos na prática.
Para muitas pessoas, resolver uma demanda pela internet ou pelo telefone pode representar autonomia, economia de tempo e, principalmente, a possibilidade de acessar um serviço sem enfrentar uma barreira de mobilidade. Mas é fundamental lembrar que tecnologia acessível não pode significar uma nova obrigação. A inclusão precisa oferecer alternativas, respeitando as necessidades e as escolhas de cada pessoa.
No próximo dia 21 de setembro, quando celebramos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, vale mais do que nunca lembrar que construir uma sociedade inclusiva também significa ouvir, acolher e remover as barreiras que ainda impedem tantas pessoas de exercer plenamente sua cidadania.
Porque, quando a tecnologia está a serviço das pessoas, ela deixa de ser apenas inovação. Ela também se transforma em instrumento de dignidade, autonomia e inclusão.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com).




