A antiga unidade industrial Rio Verde, da Suzano S/A, localizada no bairro Miguel Badra, em Suzano, poderá voltar a funcionar após um acordo de venda firmado com a Nova Conpel, empresa do setor de embalagens sediada na Paraíba. A negociação envolve toda a estrutura da fábrica, incluindo o imóvel, as máquinas e os equipamentos. O valor da transação não foi divulgado.
A compra foi encaminhada para análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Enquanto aguarda a avaliação do órgão, a companhia paraibana já tem planos para dar uma nova finalidade à instalação, que anteriormente era utilizada na fabricação de papéis para impressão e escrita.
A proposta da Nova Conpel é iniciar a produção de papel reciclado destinado à confecção de tubetes e rolos empregados em produtos como papel higiênico e papel-toalha. A mudança representaria uma nova etapa para a unidade, com atividades diferentes das desenvolvidas pela antiga proprietária.
A fábrica Rio Verde teve suas operações paralisadas após uma revisão do portfólio industrial da Suzano S/A. A decisão foi confirmada em janeiro, quando a companhia informou que a produção seria absorvida por outras unidades, sem comprometer o abastecimento dos clientes.
Antes do fechamento, a planta instalada no Miguel Badra possuía capacidade para produzir 50 mil toneladas de papel por ano. O volume equivalia a aproximadamente 5% de toda a capacidade da Suzano S/A no segmento de papéis para imprimir e escrever.
A empresa interessada na aquisição está localizada no município de Conde, na Paraíba, e pertence ao Grupo DuraMais, que atua na fabricação de papel e embalagens de papelão ondulado. O conglomerado também mantém negócios nas áreas de sacos e sacolas, distribuição e reciclagem de materiais.
A Nova Conpel já trabalha com matérias-primas recicladas em sua divisão de embalagens. Com a estrutura adquirida em Suzano, pretende passar a fabricar o próprio papel reciclado destinado às aplicações previstas para a unidade.
Para viabilizar a negociação, as duas empresas solicitaram ao Cade que o processo seja analisado pelo rito sumário, procedimento utilizado em operações que apresentam menor complexidade concorrencial. O pedido também prevê a aprovação da compra sem restrições.
Na documentação apresentada ao órgão, as companhias sustentam que as atividades atualmente exercidas pela Nova Conpel não possuem sobreposição horizontal direta com os negócios envolvidos na transação. Também argumentam que a participação de mercado das possíveis novas linhas de produção permanece abaixo dos limites que justificariam uma análise concorrencial mais detalhada.




