Brasil avança na prevenção ao HIV e analisa incorporação de PrEP injetável no SUS

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O Brasil poderá ampliar as estratégias de prevenção ao HIV com a incorporação da PrEP injetável de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e prevê a oferta de uma versão do medicamento administrada a cada dois meses.

A apresentação da iniciativa ocorreu no dia 27 de julho, durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada pela primeira vez na América do Sul. O evento reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir avanços e desafios no enfrentamento da infecção pelo HIV.
Durante a conferência, o Ministério da Saúde apresentou dados da resposta brasileira à epidemia e destacou iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção disponíveis no SUS.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a incorporação de novas tecnologias pode aumentar as possibilidades de cuidado, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades com a adesão ao uso diário da medicação. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia de prevenção voltada para pessoas que não vivem com HIV e que possuem maior risco de exposição ao vírus.
Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao sistema público de saúde, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A definição da estratégia mais adequada leva em consideração as necessidades e as condições de cada pessoa.

Além da PrEP, o SUS disponibiliza outras formas de prevenção combinada, como preservativos, gel lubrificante, Profilaxia Pós-Exposição (PEP), testagem rápida e autoteste para HIV. A rede pública também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para pessoas que vivem com o vírus.
O Ministério da Saúde também acompanha pesquisas e iniciativas de inovação voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção, incluindo medicamentos de ação prolongada desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas. Em dezembro de 2025, o Brasil recebeu a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública.

O país se tornou o único continental a alcançar esse resultado. O reconhecimento foi obtido após o Brasil manter a taxa de transmissão vertical do HIV abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos. O país também superou 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento de gestantes que vivem com HIV.
A oferta de testes rápidos para HIV no SUS também apresentou crescimento nos últimos três anos, com aumento de 100%.

Atualmente, 22% das pessoas diagnosticadas com HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação da infecção, enquanto mais da metade começa a terapia antirretroviral em até 30 dias.
PrEP significa Profilaxia Pré-Exposição ao HIV. É uma estratégia de prevenção que utiliza medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de uma pessoa que não tem HIV adquirir o vírus em situações de possível exposição.

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