Mogi das Cruzes está em processo de obtenção do selo internacional Cidade Angels, concedido a municípios que possuem uma rede integrada de atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A certificação exige a participação de serviços hospitalares, equipes de emergência e ações educativas voltadas ao reconhecimento dos sintomas da doença.
O trabalho é coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, em parceria com a Iniciativa Angels, e envolve hospitais, gestores da saúde e a Secretaria Municipal de Educação. Entre as medidas estão a capacitação de profissionais, o acompanhamento dos indicadores de atendimento e a realização de atividades nas escolas municipais.
O processo ocorre em meio à preparação para o Dia Mundial do AVC e o Dia Nacional de Prevenção ao AVC, celebrados em 29 de outubro. A proposta é reduzir o tempo entre a identificação dos sintomas e o início do tratamento, ampliando as possibilidades de atendimento e diminuindo os riscos de sequelas.
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, informou que o Hospital Luzia de Pinho Melo, referência no município para casos de AVC, já possui certificação da Iniciativa Angels. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por sua vez, está na fase final de um processo de qualificação iniciado em 2025.
Para receber o reconhecimento como Cidade Angels, o município precisa cumprir critérios de qualidade e demonstrar que os diferentes serviços atuam de maneira coordenada. Os profissionais envolvidos recebem treinamento pela Angels Academy, enquanto os dados dos atendimentos são acompanhados por meio de plataformas de monitoramento.
Uma das etapas atuais inclui a participação de professores e estudantes da rede municipal. A intenção é ensinar as crianças a identificar possíveis sinais de AVC e compreender a necessidade de pedir ajuda imediatamente pelo Samu, no telefone 192.
Após a preparação dos professores, o projeto começou a ser desenvolvido em caráter piloto no Cempre Doutora Ruth Cardoso, localizado no Jardim Layr. A programação prevê atividades lúdicas para 980 alunos, que também poderão compartilhar com seus familiares o conhecimento adquirido na escola.
Segundo Rebeca Barufi, a participação dos estudantes faz parte da estratégia de levar informações sobre os sintomas do AVC para além dos serviços de saúde, alcançando também as famílias.
O secretário-adjunto de Saúde e Bem-Estar, Luiz Bot, destacou que a qualificação do atendimento depende tanto da organização dos serviços quanto da capacidade da população de reconhecer os primeiros sintomas. Ele explicou que o município trabalha para aperfeiçoar os procedimentos assistenciais e agilizar o encaminhamento dos pacientes ao hospital de referência, já que o tempo de resposta interfere nas possibilidades de tratamento.





