Parlamento Estudantil de Mogi das Cruzes reúne alunos do Ensino Médio em sessão

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Alunos do Ensino Médio participaram, na manhã de quinta-feira (29), de uma sessão ordinária do Parlamento Estudantil 2026, em Mogi das Cruzes. A atividade ocorreu no auditório Tufi Elias Andery e integra a 16ª edição do programa.
Antes da sessão, os 23 participantes elegeram a mesa diretiva. Maria Julia Martins de Santana foi escolhida presidente; Pedro Soares de Pinho Souza Leite, vice-presidente; Jullia Claire da Silva Lima, primeira-secretária; e Pedro Souza Dias, segundo-secretário.

A cerimônia contou com Malu Fernandes (PL), presidente da Comissão Permanente de Educação da Câmara, e com a vereadora Inês Paz (PSOL), integrante do colegiado. As duas deram boas-vindas aos estudantes. Malu comentou a eleição da mesa e a realização de mais uma sessão, enquanto Inês desejou que os alunos tivessem uma boa experiência.
Entre as propostas apresentadas, Alice Prestes Morais, do Colégio Guarani, sugeriu criar a Semana da Memória e dos Patronos dos Espaços Públicos. A estudante afirmou que a iniciativa pretende aproximar os alunos do passado da cidade e relacioná-lo à construção de seu futuro.

Carlos Eduardo dos Santos Filho, da Etec Presidente Vargas, propôs destinar recursos a instituições que resgatam e cuidam de animais em situação de vulnerabilidade. Ele disse que a proposta busca apoiar ONGs e mencionou uma estimativa atribuída à ONG Fera de cerca de 40 mil animais abandonados nas ruas. Pelo projeto, poderiam receber recursos entidades com mais de um ano de serviços prestados.
Elisa Gavazzi Barros, do Millenium Construtivo, apresentou a criação de um Programa Municipal de Conscientização e Prevenção aos Riscos das Apostas para Crianças e Adolescentes. A estudante relacionou a ideia ao crescimento das apostas on-line e apontou, como riscos, o endividamento e o sofrimento psicológico, que, segundo ela, pode incluir ideação e tentativa de suicídio.

Isabela Cristina dos Santos Conceição, da Escola Estadual Dora Peretti, propôs uma política municipal de prevenção ao bullying, ao cyberbullying e a outras formas de assédio e fomento.
João Vitor Marinho Stabile, da Escola Estadual Irene Caporali de Souza, sugeriu uma política municipal de acessibilidade e inclusão urbana, com medidas para facilitar o acesso aos espaços e serviços da cidade. Ele citou a mobilidade de pessoas cadeirantes e com deficiência visual ou auditiva entre os públicos contemplados.

Luis Fernando Fidalgo de Oliveira, da Escola Estadual Sylvia Mafra Machado, apresentou a criação do Canal Municipal de Denúncias Estudantis (CMDE). A proposta prevê um espaço para que estudantes e responsáveis registrem diferentes situações, incluindo casos de violência, abuso de poder e assédio. O canal poderia funcionar por aplicativo ou site.

Os demais projetos apresentados foram:

Ana Clarice Vieira Cavalcante, da Escola Paulo Ferrari Massaro, propôs instituir o Programa Corredor Escolar Seguro nas escolas municipais e estaduais de Mogi das Cruzes.
Gustavo Eiti Nishibori, da Escola Sentaro Takaoka, sugeriu o programa Embarque Seguro Rural, voltado à segurança de usuários do transporte coletivo em rodovias, estradas rurais e vias públicas.
Henrique Horita de Oliveira, do Colégio Objetivo, defendeu a obrigatoriedade de banheiros públicos e gratuitos em locais estratégicos, como praças e parques.
Jullia Claire da Silva Lima, da Escola Comendador Koheiji Adachi, propôs um programa de incentivo à ciência nas escolas, com a realização anual de uma Olimpíada de Ciências e de uma Feira de Ciências na rede pública municipal.
Larissa Leda dos Santos Borges, da Escola Enedina Gomes de Freitas, apresentou o programa Mais Esportes, Mais Vida, para ampliar as práticas esportivas e promover a integração entre estudantes.
Maitê Carolyne de Carvalho Dias, do Espaço Educacional Saber Mogi, sugeriu o projeto Mogi Lê em Movimento, com uma biblioteca móvel destinada a levar leitura e cultura a diferentes regiões.
Maitê Romanos Bacan, da Maple Bear, propôs o Programa Centro Vivo, com incentivos fiscais para reabrir comércios e atrair moradias ao Centro Histórico e Comercial.
Maria Julia Martins de Santana, da Escola Galdino Pinheiro Franco, apresentou a proposta de Passe Livre Estudantil.
Matias Alejandro Barrueco Vidal, do Colégio Gutenberg, propôs ações para desenvolver o turismo rural no município.
Mayara Maximila de Jesus Lima, da Escola Laurinda Cardoso Mello Freire, sugeriu diretrizes para o acompanhamento nutricional de pessoas em tratamento oncológico na rede municipal de saúde.
Nicolas Pinheiro Coutinho, da Escola Camilo Faustino de Mello, apresentou a criação de um programa municipal de apoio e recomeço para mulheres em situação de violência.
Nicoly Gomes Menezes, da Escola Frei Thimoteo Van Den Broeck, propôs ampliar o policiamento preventivo nas proximidades das unidades escolares.
Otávio Augusto dos Reis Celso, do Colégio Placidina, sugeriu a política municipal Esporte para Todos, voltada à prática esportiva escolar e comunitária e à ampliação do acesso ao esporte.
Pedro Soares de Pinho Souza Leite, do Colégio Santa Mônica, apresentou o projeto Virada de Chave, que prevê a criação do Selo Empresa Parceira do Projeto Virada de Chave.
Pedro Souza Dias, do Náutico Mogiano, propôs o Programa Municipal de Acolhimento à Criança e ao Adolescente, chamado Acolher Mogi.
Thales Yuji Rezende Fujita, do Instituto Educacional NEC, sugeriu instituir a Semana Municipal de Valorização do Jiu-Jitsu e das Artes Marciais.
Vitor Freitas da Silva, da Escola Jose Sanchez Josende, apresentou o projeto Bairro Dignidade na Chácara do Baiano.

Ao encerrar a sessão, Maria Julia disse que ficou surpresa por ter sido eleita presidente e considerou a função uma conquista. Ela também elogiou a elaboração dos projetos apresentados pelos estudantes.

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