O Partido Democrata conquistou o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos na eleição de terça-feira (03), com vitórias em redutos republicanos. O resultado representa uma forte rejeição ao presidente Donald Trump e inaugura um período de governo dividido em Washington.
Eleitores de estados conservadores que haviam apoiado Trump em sua eleição para um segundo mandato, dois anos atrás, migraram para os democratas. A insatisfação com a guerra contra o Irã, o custo de vida e a maneira como o presidente governa o país esteve entre os fatores associados à mudança.
As vitórias incluíram a eleição do primeiro senador democrata pelo Kansas desde a Grande Depressão. Na Carolina do Sul, onde Trump venceu por quase 18 pontos em 2024, os democratas derrotaram o candidato ao Senado apoiado pelo presidente. No Texas, eles encerraram décadas de derrotas, conquistaram uma cadeira no Senado e venceram o governador Greg Abbott, que estava no terceiro mandato.
Os democratas devem assumir os cargos em janeiro. Com o Congresso sob seu controle, o partido poderá investigar o governo Trump, seus familiares e aliados, além de pressionar por mudanças em projetos de lei. No Senado, também poderá barrar indicações presidenciais, inclusive para a Suprema Corte, se surgir uma vaga.
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o resultado representa uma mudança geracional no mapa político do Senado e disse que os eleitores escolheram uma mudança que o partido deverá cumprir.
Trump, impedido pela Constituição dos Estados Unidos de disputar um terceiro mandato, aceitou o resultado e parabenizou os democratas em entrevista à Fox News. Ele declarou que pretende trabalhar com o partido em temas como imigração, mas ameaçou vetar projetos que considerar insanos.
A mudança no equilíbrio de poder em Washington pode acelerar a disputa por influência política dentro do Partido Republicano, enquanto a atenção se volta para a eleição presidencial de 2028 e para possíveis sucessores de Trump.




