Itaquaquecetuba participa de pesquisa da Universidade Stanford com mais de dois mil alunos da rede municipal

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Cerca de 2,4 mil estudantes de dez escolas municipais de Itaquaquecetuba vão participar de uma pesquisa educacional vinculada à Universidade Stanford, dos Estados Unidos. O trabalho, iniciado neste mês pela Secretaria de Educação, envolve crianças do 2º ao 5º ano do ensino fundamental e terá atividades realizadas até dezembro.
O estudo pretende identificar como determinadas habilidades cognitivas influenciam o aprendizado infantil, especialmente nas áreas de leitura e matemática. Para isso, os alunos serão avaliados por meio de uma plataforma digital que utiliza jogos para analisar diferentes aspectos do desenvolvimento cognitivo e visual.

Entre as capacidades observadas estão a memória de trabalho, a atenção, o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva. Os pesquisadores buscam compreender a relação dessas funções com o desempenho escolar e reunir informações que possam auxiliar as equipes pedagógicas.
As avaliações serão aplicadas com computadores e fones de ouvido disponibilizados pela própria rede municipal. Cada teste tem duração prevista de duas horas, mas poderá ser realizado em diferentes etapas ou dias, conforme as necessidades das crianças e a organização das escolas.

A inclusão de Itaquaquecetuba na pesquisa ocorreu por indicação de César Callegari, presidente do Conselho Nacional de Educação e coordenador-geral do Fórum Internacional de Educação dos Municípios do Alto Tietê.
Ao final do estudo, as dez unidades participantes terão acesso a relatórios individuais com informações sobre as habilidades examinadas e sua relação com a aprendizagem. Os resultados poderão ser utilizados como referência no planejamento de atividades pedagógicas.
As escolas também poderão participar gratuitamente de encontros com pesquisadores de Stanford para discutir os dados obtidos, além de atividades de formação continuada destinadas às equipes educacionais.

O secretário municipal de Governo e Tecnologia, Marcello Barbosa, afirmou que o uso de recursos tecnológicos e pesquisas científicas pode ajudar a compreender melhor as necessidades dos estudantes. Na avaliação dele, os conhecimentos produzidos poderão orientar a elaboração de estratégias de ensino mais adequadas à realidade da rede.

Para a secretária de Educação, Maria Cristina Perpétuo, os dados levantados devem contribuir para identificar dificuldades de aprendizagem e aperfeiçoar o trabalho desenvolvido em sala de aula. Ela considera que compreender o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças pode auxiliar os profissionais da educação na definição de práticas pedagógicas.

O prefeito Eduardo Boigues também comentou a participação do município no estudo. Segundo ele, acompanhar pesquisas e experiências educacionais permite buscar referências para o ensino público. O prefeito afirmou que a administração pretende utilizar conhecimentos que possam contribuir para a qualidade da educação e para o desenvolvimento dos estudantes.

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