Entram em vigor nesta semana as novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central (BC), com foco na recuperação mais rápida de valores transferidos indevidamente. A principal mudança é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite o rastreamento eficiente do caminho do dinheiro, mesmo quando ele é rapidamente transferido entre contas. Especialistas estimam que as medidas podem reduzir em até 40% o sucesso de golpes financeiros.
O MED passa a ser obrigatório para todas as instituições que operam o Pix e deve ser acionado apenas em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional. Porém, a ferramenta não pode ser utilizada quando o erro ocorre por digitação incorreta do destinatário. O objetivo é agilizar a devolução dos recursos e evitar que os golpes sejam concluídos com sucesso. Entre as novidades está o rastreamento de dinheiro entre contas, o bloqueio automático de contas suspeitas e o compartilhamento de informações entre bancos e instituições de pagamento.
A expectativa do BC é que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação, prazo mais curto do que o praticado anteriormente. A integração entre instituições financeiras e órgãos de segurança também foi reforçada, e o autoatendimento nos aplicativos permite que a contestação seja feita diretamente pelo cliente, sem necessidade de contato humano.
O processo envolve contestação imediata, bloqueio dos recursos na conta da pessoa envolvida, análise do caso e, se confirmada a fraude, devolução do valor ao correntista. O Banco Central reforça que a agilidade das novas regras busca aumentar a segurança do Pix e reduzir a incidência de golpes.






























