A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu, na última sexta-feira (29), que autorizou apenas a retomada da produção na unidade da Química Amparo, fabricante dos produtos da marca Ypê, localizada no interior de São Paulo. A agência chegou a informar que a venda e o uso dos produtos dos lotes com final “1” estavam liberados, mas corrigiu a decisão posteriormente.
A divulgação foi retificada duas vezes pela Anvisa. Na atualização mais recente, a agência informou que os produtos fabricados na cidade paulista de Amparo, a partir de 1º de abril, identificados por lotes com final “1”, estão liberados para comercialização e uso. Já os produtos produzidos até 31 de março permanecem bloqueados.
A decisão foi tomada após uma reinspeção realizada entre quinta-feira (28) e sexta-feira (29), com a participação da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e da Vigilância Sanitária de Amparo. Durante a fiscalização, foram verificadas as adequações nos processos produtivos e as principais medidas corretivas exigidas pela Anvisa, que vêm sendo implementadas pela empresa desde a suspensão das linhas de produção da fábrica.
A Ypê também apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários apontados durante a inspeção conjunta realizada em abril. Entre as exigências estabelecidas pela agência estavam a definição de critérios de rastreabilidade para localizar os lotes distribuídos, a criação de canais de comunicação de risco claros para consumidores e distribuidores, o monitoramento contínuo dos produtos após a comercialização e a adoção de medidas para a segregação e a destinação adequada das mercadorias afetadas.
A crise envolvendo a Ypê teve início em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da marca, todos identificados com numeração final “1”. A decisão foi baseada em uma fiscalização realizada no fim de abril por órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais, que identificou 76 irregularidades em etapas consideradas críticas da produção. As falhas apontaram risco de contaminação microbiológica nos produtos.





