Um homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio na última segunda-feira (06), no bairro Miguel Badra, em Suzano. A prisão foi realizada por equipes da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), após uma denúncia de violência doméstica.
A mulher agredida sofreu diversos ferimentos e, já na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano, teve uma convulsão antes de ser encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao atendimento médico.
A ocorrência mobilizou quatro viaturas da GCM. No endereço informado, os agentes constataram que a residência ficava na parte superior de um estabelecimento comercial. Com a autorização da proprietária do imóvel térreo, a equipe chegou até a casa, mas encontrou a porta trancada.
O morador afirmou que não encontrava a chave. Depois de ser avisado de que a entrada seria feita à força, ele conseguiu destrancar a porta.
No interior da residência, os guardas encontraram marcas de sangue na cozinha e sobre a cama. A vítima apresentava lesões aparentes na cabeça, no olho, no pescoço e na boca.
Durante a abordagem, o homem contou aos agentes que ele e a companheira haviam consumido entorpecentes e admitiu ter cometido as agressões. A mulher, inicialmente, negou a violência e recusou atendimento médico. A situação mudou quando ambos chegaram à DDM, onde ela confirmou que havia sido agredida pelo companheiro.
Em razão da gravidade dos ferimentos na cabeça, a vítima sofreu uma convulsão e desmaiou ainda na delegacia. Uma equipe do SAMU foi acionada imediatamente para prestar socorro.
As investigações reuniram ainda vídeos gravados pelo próprio agressor durante as agressões. Segundo a ocorrência, os dois filhos da vítima presenciaram o crime. O imóvel foi preservado para a realização da perícia técnica da Polícia Civil.
Diante das evidências reunidas ao longo da ocorrência, o homem permaneceu preso em flagrante por tentativa de feminicídio.
O secretário municipal de Segurança Cidadã, Francisco Balbino, informou que a rápida resposta da Patrulha Maria da Penha foi decisiva para preservar a vida da vítima, efetuar a prisão do agressor e permitir que todas as medidas legais fossem adotadas pela Polícia Civil.




