Atualização: estações de Suzano e Mogi das Cruzes continuam fechadas devido a greve na linha 11-Coral da CPTM nesta terça-feira (04); assista

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Estações de Suzano, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba, cidades da região do Alto Tietê, permanecem fechadas e sem atendimento nesta terça-feira (04) em razão da greve dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A paralisação, iniciada à meia-noite, obriga passageiros das linhas 11-Coral e 12-Safira a utilizar ônibus do sistema PAESE nos trechos afetados, enquanto a linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto, que atendem Guarulhos, seguem totalmente paralisados.
Os repórteres do portal Hoje Diário, Isabella Oliva e Matheus Gonçalves estiverem em estações da CPTM para acompanhar as movimentações nestes locais no fim da manhã (assista abaixo)

A operação nas linhas 11-Coral e 12-Safira ocorre de forma parcial. Na 11-Coral, 15 trens circulam entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, ambas em São Paulo. Já na 12-Safira, quatro composições fazem o percurso entre Brás e Engenheiro Goulart, também na capital paulista.
Para tentar manter esse nível mínimo de serviço, a CPTM deslocou 21 supervisores para conduzir os veículos, sendo 18 na linha 11-Coral e seis na 12-Safira. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa funcionam normalmente.

O contingente presente ficou abaixo do exigido pela Justiça. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou que pelo menos 80% da frota opere nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil ao sindicato. A CPTM registrou apenas 67% do efetivo no pico da manhã. O Governo de São Paulo afirmou que, dos 126 profissionais escalados para o turno matutino nas três linhas impactadas, somente três compareceram.

A categoria reivindica garantias formais de emprego durante a transição para a concessionária Trivia Trens. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil informou que a paralisação continua porque não houve compromisso oficial de estabilidade por parte do governo estadual.
Em resposta, a gestão paulista declarou ter oferecido alternativas como absorção de funcionários por outros órgãos, incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e manutenção do convênio médico do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo).

A mobilização intensificou-se após um incêndio em um trem causado por curto-circuito próximo à estação Brás, na cidade de São, em 23 de julho. O episódio levou o estado a determinar que a CPTM reassumisse provisoriamente a operação das linhas por 90 dias, enquanto a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) investiga possíveis falhas da concessionária.

Para amenizar os transtornos da greve desta terça-feira (04), a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira (04). O Metrô antecipou a abertura das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h, e a linha 3-Vermelha opera com frota reforçada e manobras para ampliar a capacidade.
O sistema PAESE oferece 128 ônibus gratuitos, sendo 58 entre Estudantes e Corinthians-Itaquera na linha 11-Coral, 60 entre São Miguel Paulista e Calmon Viana na linha 12-Safira e 10 entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart na linha 13-Jade.

Assista aos vídeos.

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