Letícia Oliveira, noiva de Kewin dos Santos Nunes, confirmou pelas redes sociais na noite deste domingo (23) que o corpo encontrado dentro do carro carbonizado em uma área de ribanceira, em Suzano, é do jovem desaparecido desde 7 de agosto. A identificação oficial, no entanto, ainda depende dos exames periciais solicitados pela Polícia Civil.
O veículo usado por Kewin foi localizado durante o dia na região do Jardim Alterópolis. O Fiat Palio Fire, ano 2011, estava queimado e tombado de lado nas proximidades de uma área de mata, na estrada José Conceição. No interior do automóvel havia um cadáver também atingido pelo fogo.
Embora o estado do corpo tenha impedido o reconhecimento visual e a confirmação oficial ainda dependa da perícia, familiares já afirmam que se trata de Kewin.
A reportagem do portal Hoje Diário recebeu de fontes a informação de que o jovem foi visto comprando gasolina no dia em que desapareceu.
Policiais militares da 4ª Companhia chegaram ao local após acionamento do COPOM. Moradores que estavam na região indicaram à equipe onde o automóvel se encontrava, perto de uma estrada de terra.
A placa AUZ-4F56 permitiu identificar o carro como sendo o veículo usado por Kewin. Familiares também estiveram no local e informaram aos policiais que ele havia saído com o automóvel antes do desaparecimento.
O registro feito quando o jovem desapareceu aponta que a pessoa que procurou a polícia havia discutido com ele antes do sumiço. Conforme relatado na ocasião, após a discussão, o jovem teria dado sinais à noiva de que pretendia atentar contra a própria vida.
O estado em que o cadáver foi encontrado impossibilitou que a Polícia Civil confirmasse imediatamente a identidade. Por isso, apesar da confirmação da família, a identificação oficial deverá ocorrer a partir dos procedimentos periciais.
O Instituto de Criminalística de Mogi das Cruzes realizou a perícia no local. O SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) também foi acionado para acompanhar a ocorrência.
O corpo deverá passar por exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) de Suzano. A polícia também solicitou exame toxicológico e a coleta de possível material para confronto genético. Até a conclusão desses procedimentos, o cadáver permanece oficialmente registrado como vítima desconhecida e Kewin continua no cadastro de desaparecidos.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como morte suspeita. A classificação poderá ser alterada conforme os resultados das perícias e o avanço da investigação.




