Um homem foi preso na tarde de terça-feira (27), em Suzano, acusado de manter uma mulher que conheceu pela internet em cárcere privado por cerca de uma semana.
A vítima conseguiu escapar da chácara onde estava, na Vila Ipelândia, e pedir ajuda a vizinhos. À polícia, ela relatou ter sofrido agressões físicas, ameaças e violência sexual durante o período.
Segundo o depoimento, o homem havia retirado seu acesso ao celular e às chaves da propriedade, impedindo que deixasse o local. A mulher afirmou ainda que era agredida quando se recusava a atender às exigências dele.
A oportunidade de fugir surgiu em um momento de distração do acusado. Ela pulou o muro da chácara e procurou abrigo em um imóvel vizinho. Os moradores ouviram seu pedido de socorro e acionaram a polícia.
No relato aos policiais, a vítima descreveu ter recebido tapas no rosto e chutes no abdômen, nas pernas e na região genital. Também afirmou que foi forçada a consumir entorpecentes e a manter relações sexuais mediante violência e graves ameaças.
Após receberem as informações, os policiais cercaram a propriedade e fizeram buscas pelas construções existentes no terreno. O homem foi localizado escondido em um banheiro.
Na vistoria do imóvel, foram encontrados 16 invólucros de cocaína, com peso total de 3,9 gramas, conforme laudo provisório.
Levado à delegacia, o acusado negou ter impedido a mulher de sair da chácara e rejeitou as acusações de agressão e violência sexual. Em sua versão, os ferimentos apresentados por ela teriam sido provocados pela própria vítima, com a intenção de prejudicá-lo.
Sobre a droga apreendida, entretanto, ele admitiu ser o proprietário, segundo a polícia, e declarou que o entorpecente seria destinado ao consumo dos dois.
A mulher foi encaminhada ao Hospital e Maternidade de Suzano (HMS), onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação. A polícia também solicitou exames de corpo de delito e sexológico.
O homem foi apresentado na Delegacia Central de Suzano e permaneceu preso à disposição da Justiça. A ocorrência foi registrada como violência doméstica, entre outros crimes, e segue sob investigação.





