A paralisação dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrada nesta quarta-feira (05), com previsão de retorno gradual da operação nas linhas 11-Coral, 12-Safira, que atendem Suzano, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba, e 13-Jade, que atende Guarulhos.
A decisão pela volta ao trabalho ocorreu durante assembleia na sede do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, em São Paulo, após o governador Tarcísio de Freitas comunicar o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A proposta visa assegurar a manutenção dos vínculos empregatícios dos trabalhadores nas linhas que passarão a ser operados pela concessionária Trivia Trens.
O movimento grevista havia começado na terça-feira (04) motivado pelo receio de perda de empregos diante da concessão à iniciativa privada. Devido a problemas operacionais enfrentados pela empresa vencedora do leilão, o Governo de São Paulo reassumiu temporariamente a gestão dessas vias por um período de 90 dias. A garantia de preservação dos postos de trabalho foi o ponto central para o desfecho da mobilização.
Antes do anúncio de Tarcísio, a administração estadual já havia esclarecido à imprensa que não existiam demissões em andamento na companhia em razão do processo de transferência. Dos 4.648 funcionários registrados em junho de 2026, 2.171 permanecem lotados na Linha 10-Turquesa. Os demais profissionais foram contemplados, segundo o Governo, em um plano de realocação que envolve Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos públicos.
O Executivo reforçou que a manutenção dos empregos já havia sido assegurada às lideranças sindicais em reunião anterior, com os termos devidamente registrados em ata.



