Quando falamos em juventude, muitas vezes repetimos que os jovens são o futuro. Eu prefiro dizer que eles são o presente. São cidadãos que já estudam, trabalham, empreendem, participam das comunidades e ajudam a construir as cidades onde vivem.
O alerta é atual. Na última semana, falamos sobre um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que divulgou um relatório mostrando que o desemprego juvenil global chegou a 12,4% em 2025. São 257 milhões de jovens fora do mercado de trabalho ou de programas de educação e capacitação profissional.
No Brasil, o desafio também exige atenção. A pesquisa “Juventudes é o Mundo do Trabalho”, realizada pela Fundação Itaú e divulgada no último dia 21, mostra que cerca de 70% dos jovens de 16 a 29 anos estão trabalhando, mas apenas 44% possuem carteira assinada. Isso mostra que não basta abrir portas para o primeiro emprego. Precisamos preparar, qualificar e criar condições para que nossos jovens tenham oportunidades dignas e possam construir seus próprios caminhos.
É por isso que falar de juventude precisa significar falar de educação, formação profissional, esporte, cultura, inovação, empreendedorismo e participação social. Precisamos ouvir os jovens e permitir que eles também sejam protagonistas das decisões que impactam suas vidas.
O Agosto Jovem nos lembra disso. Mais do que celebrar uma faixa etária, é um convite para reafirmarmos o compromisso de que acreditar na juventude é investir no presente e construir uma sociedade melhor para todos.
(Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal HojeDiario.com).




