O morador de Suzano Danilo Caetano, de 36 anos, segue enfrentando a rotina imposta pela insuficiência renal crônica e aguardando por um transplante de rim. Diagnosticado em 2023, após realizar um exame de sangue por insistência da esposa, ele descobriu que seus rins funcionavam com apenas 7% da capacidade.
Desde então, passou a depender da hemodiálise para continuar vivendo enquanto espera por um órgão compatível. Na primeira reportagem publicada pelo portal Hoje Diário, em outubro de 2025, Danilo contou que nunca havia apresentado sintomas aparentes e que o diagnóstico foi um choque. Na época, ele relatou que precisou iniciar imediatamente as sessões de hemodiálise, tratamento que realiza a filtragem do sangue quando os rins deixam de exercer essa função adequadamente.
Mesmo após quatro chamadas para realizar o transplante, que não foram concluídas por falta de compatibilidade ou por questões de saúde, Danilo afirma que acredita na seriedade do sistema brasileiro de transplantes.
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ligado ao Ministério da Saúde, é responsável por coordenar, regulamentar e monitorar os processos de doação e transplantes no país, incluindo a organização da lista de espera.
Em entrevista ao portal Hoje Diário, o morador de Suzano contou que, nas vezes em que foi chamado para um possível transplante, pôde acompanhar de perto o funcionamento do processo e o atendimento recebido.
“Todo o processo é muito sério. Já fui chamado quatro vezes e vi como é o atendimento. É muito bom”, disse. A espera, porém, continua fazendo parte da rotina de Danilo. Após a publicação da última reportagem, ele recebeu mais uma ligação para um possível transplante, mas novamente o procedimento não pôde ser realizado. “O órgão não era compatível”, explicou.
Desde o diagnóstico, a vida do morador de Suzano passou a ser organizada em torno das sessões de hemodiálise. Três vezes por semana, ele precisa dedicar quatro horas do dia ao procedimento. A hemodiálise é indicada para pacientes com insuficiência renal avançada e funciona como uma terapia que filtra o sangue quando os rins deixam de exercer essa função adequadamente. Embora seja essencial para manter a vida, o tratamento não substitui completamente o funcionamento dos rins, e o transplante continua sendo a alternativa que proporciona maior qualidade de vida para muitos pacientes.
Mesmo convivendo há três anos com o tratamento, Danilo afirma que a dependência da máquina continua sendo a parte mais difícil da rotina.
Apesar das limitações, ele procura manter a vida da forma mais leve possível e ocupar o tempo fora das sessões de tratamento. Antes do diagnóstico, ele trabalhava como designer digital na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Com a necessidade de realizar as sessões frequentes de hemodiálise, precisou interromper a rotina profissional e se aposentou.
Durante todo o processo, Danilo conta que o apoio da família, principalmente da esposa, tem sido fundamental para enfrentar a doença.
“O apoio deles é essencial para aguentar a batalha”, conta. Ele também relembra que, no início, teve dificuldades para aceitar o diagnóstico.
Mesmo diante dos desafios, Danilo afirma que continua mantendo a esperança de receber um rim compatível e deixar a hemodiálise.
“A esperança é a última que morre, né? Mas não posso reclamar, porque é ela que me mantém vivo”, afirma.




