Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, em uma clínica do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. O jornalista teve uma trajetória de mais de quatro décadas na televisão e é considerado um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro.
Na TV Globo, ele apresentou o Bom Dia Brasil, o Jornal da Globo e o RJTV, além de integrar a bancada do Jornal Nacional e atuar como repórter especial e correspondente internacional. Entre 1996 e 2010, exerceu as funções de apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que contribuiu para a reformulação do telejornal. Ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos, implementou um formato mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores, entradas ao vivo de repórteres e comentaristas e uso ampliado do estúdio.
A carreira jornalística teve início em 1969, como repórter do Jornal do Brasil. Treze anos depois, ingressou na TV Globo e participou da cobertura da Guerra das Malvinas, um de seus primeiros trabalhos de destaque na casa.
Em 1983, assumiu a correspondência em Londres, de onde acompanhou fatos históricos como os atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. Após retornar ao Brasil em 1988, passou a atuar como repórter especial.
Em setembro de 2011, voltou ao posto de correspondente internacional em Londres. Nessa segunda passagem pela Europa, cobriu acontecimentos como os ataques ao jornal francês Charlie Hebdo, em 2015, os 95 anos de Nelson Mandela e a crise econômica na Grécia. Também explorou nas reportagens sua paixão por vinhos. Em 2014, produziu para o Jornal Hoje uma série sobre a região da Provença, na França, abordando aspectos da produção da bebida e histórias ligadas à culinária, ao comportamento e à cultura local.
Nas redes sociais, continuou a compartilhar esse interesse nos últimos anos e ressaltou a relação entre a bebida, o território e características regionais, como o mistral, vento frio que sopra dos Alpes e auxilia na preservação das vinícolas.
Em janeiro de 2016, transmitiu a correspondência em Londres para a repórter Cecília Malan e retornou ao Rio de Janeiro como repórter especial do Globo Repórter. Entre os trabalhos marcantes no programa está a edição “A arte como passaporte”, de 2016, que mostrou como o aprendizado de música e dança pode transformar a vida de famílias pobres no Brasil. A reportagem foi indicada ao Emmy Internacional na categoria atualidade.
Machado deixou a TV Globo e se aposentou em novembro de 2021.



