Bronquiolite preocupa 60% das gestantes, aponta pesquisa nacional

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A bronquiolite é a doença infecciosa que mais preocupa as gestantes ouvidas em uma pesquisa nacional: 60% citaram a enfermidade, ante 40% em 2024. O levantamento também identificou aumento no conhecimento sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e a vacinação durante a gravidez.
Feita pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer, a pesquisa ouviu 530 brasileiras grávidas, de 18 a 45 anos, em todos os estados. O percentual de entrevistadas que conhecem ou já ouviram falar do VSR passou de 58%, em 2024, para 70%.

Apesar dos avanços, 79% das participantes demonstraram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema. Apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.
Entre as gestantes do Sudeste, 74% dizem conhecer ou já ter ouvido falar do vírus, alta de 21 pontos percentuais em relação a 2024. Na região, a bronquiolite também passou a preocupar mais entrevistadas: o índice subiu de 40% para 55%.
No Norte e Centro-Oeste, a percepção sobre a doença avançou de 12% para 47%. Metade das gestantes dessas regiões reconhece que a bronquiolite pode ser grave, o dobro do registrado em 2024. Quatro em cada dez já associam a doença ao VSR, aumento de 11 pontos percentuais no período.

A médica Adriana Ribeiro afirmou que, nessas duas regiões, quase todas as gestantes já ouviram falar da bronquiolite, mas ainda há dúvidas sobre sua relação com o vírus e sobre a gravidade da doença. No Sudeste, a parcela que reconhece o risco de internação e morte passou de 33% para 43%.

No conjunto das entrevistadas, 46% entendem que a bronquiolite pode levar à hospitalização e à morte, especialmente entre bebês e idosos. A doença está entre as principais causas de internação por infecção de crianças com menos de três anos e de idosos.
A pesquisa também apontou que 72% das gestantes sabem da existência de um calendário de vacinação específico para a gravidez, contra 58% em 2024. Ainda assim, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário correspondente à própria idade, e 31% não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem ajudar a proteger o bebê.

O levantamento indica que 88% receberam de um médico recomendação para se vacinar durante a gravidez, acima dos 77% registrados em 2024. Entre as que receberam a indicação, 96% disseram que seguem ou pretendem seguir a orientação. Já 71% afirmaram cumprir integralmente as recomendações recebidas no pré-natal.

Segundo Ribeiro, a cobertura nacional de vacinação entre gestantes está em torno de 84%, mas há estados abaixo de 80%, entre eles São Paulo e Rio de Janeiro, além de vários estados do Norte. A médica também apontou que 46% das gestantes do Sudeste e 38% das entrevistadas do Norte e Centro-Oeste não sabem que há prevenção contra o VSR disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

A imunização contra o VSR foi autorizada no Brasil em 2024 e incorporada ao SUS em dezembro de 2025. Ribeiro destacou o pré-natal como momento para esclarecer dúvidas sobre a prevenção.

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