Aneel leiloa oito projetos de transmissão de energia com R$ 8,9 bilhões em investimentos

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) leiloou oito projetos de transmissão de energia nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. Os empreendimentos preveem R$ 8,9 bilhões em investimentos e a geração de mais de 20,3 mil empregos diretos e indiretos.
O certame, último do ano, negociou 1.866 quilômetros de novas linhas e seccionamentos, além da continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes. Também estão previstos 12.694 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação. As obras serão realizadas na Bahia, em Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

Os prazos para conclusão variam de 42 a 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos de concessão, que terão duração de 30 anos. Os deságios chegaram a 57,08%. O lote 1 teve 150 lances em uma etapa de viva-voz.

A Celeo venceu os lotes 4 e 8; a Cymi, os lotes 3 e 5; e a Neoenergia, os lotes 1 e 7. A Cox ficou com o lote 6, enquanto a EDP venceu o lote 2.
O lote 4, o maior do leilão, abrange instalações no Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. A Celeo Redes Brasil ofereceu R$ 377.094.858 de Receita Anual Permitida (RAP), valor que representa deságio de 50,55% em relação ao teto estabelecido pelo regulador. A RAP é a remuneração paga às transmissoras pelo serviço público prestado aos usuários.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o lote 4 prevê R$ 4,113 bilhões em investimentos, 1.167 quilômetros de linhas e 8.225 empregos. O projeto deve reforçar o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliar a capacidade de escoamento da geração de energia. Também disputaram o lote a Cymi Construções e Participações, o Consórcio Olympus XXI, a Axia Energia Norte, a Engie Transmissão de Energia Participações, o Fundo de Investimento e Participação Warehouse e a EDP Transmissão Goiás.

Nas instalações em São Paulo, o lote 3 foi arrematado pela Cymi Construções e Participações, que ofertou R$ 78.703.693, com deságio de 57,08%. A empresa concorreu com a EDP Energias do Brasil, a Axia e o Consórcio Olympus. O projeto estima R$ 1,071 bilhão em investimentos, 45 quilômetros de linhas e 2.676 empregos, e prevê reforço no atendimento à região metropolitana da capital paulista.

O lote 1, com instalações na Bahia, teve propostas em papel de cinco empresas e foi decidido em uma rodada de lances em viva-voz entre Neoenergia e Tradetek Soluções em Iluminação Pública e Infraestrutura, que haviam apresentado as melhores ofertas iniciais. A Neoenergia venceu com proposta de R$ 59,85 milhões e deságio de 51,21%.

Os lotes 5 e 6 correspondem a instalações no Paraná. No lote 5, com 173 quilômetros de extensão, a Cymi venceu a disputa em viva-voz com a Engie ao oferecer R$ 96,4 milhões, deságio de 46,36%. Já o lote 6, de quatro quilômetros e localizado em Santa Terezinha do Itaipu, foi vencido pela Cox Brasil, que ofertou R$ 37,85 milhões, com deságio de 53,46%, superando a Engie.
Somados, os dois projetos paranaenses representam R$ 1,46 bilhão em investimentos, 177 quilômetros de linhas e 3.336 empregos. Segundo as informações do leilão, eles devem beneficiar a região metropolitana de Curitiba e as regiões oeste e sudoeste do estado.

Na Paraíba, o lote 7 foi arrematado pela Neoenergia por R$ 68 milhões, com deságio de 38,55%, após disputa em viva-voz com a Celeo. Juntos, os lotes 1 e 7, que abrangem instalações na Bahia e na Paraíba, somam R$ 1,16 bilhão em investimentos, 351 quilômetros de novas linhas e previsão de 3.132 empregos. O Ministério de Minas e Energia informou que as obras devem reforçar o atendimento ao sul e centro-sul baiano e ao sertão paraibano.

O lote 8, em Rondônia, ficou com a Celeo, que ofereceu R$ 66.664.542, com deságio de 48,02%. Estão previstos R$ 753,2 milhões em investimentos e 2.151 empregos para as instalações na Subestação Coletora Porto Velho. O projeto tem como objetivo ampliar a estabilidade e a resiliência do sistema de transmissão que atende Acre e Rondônia.

Com instalações em Goiás e na Bahia, o lote 2 foi vencido pela EDP, com oferta de R$ 26,53 milhões e deságio de 53,29%. O investimento previsto é de R$ 317 milhões, para a conexão entre os dois estados, com 126 quilômetros de linhas e estimativa de 792 empregos. O projeto busca ampliar o atendimento ao nordeste goiano.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, os leilões de transmissão realizados entre 2023 e 2026 mobilizaram R$ 69,64 bilhões em investimentos estimados. Atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o montante chega a R$ 77,54 bilhões.

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