Um treinador de futebol, de 58 anos, foi preso em Poá na última quarta-feira (04), acusado de abuso sexual contra crianças que frequentavam a escolinha onde ele dava aulas. Até o momento, três vítimas se apresentaram à polícia. O homem negou as acusações.
Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O.), o treinador foi agredido por populares que souberam do caso e localizado pela polícia em uma área de mata. Ele foi levado à Delegacia Central de Poá para prestar esclarecimentos e, depois, ficou à disposição da Justiça, informou a Secretaria de Segurança Pública.
O pai de um aluno de 12 anos contou à polícia que vinha notando mudanças no comportamento do filho. A criança frequentava a escolinha havia cerca de um ano. Ao acompanhar um treino, o pai viu o menino entrar no vestiário e o treinador ir atrás. Depois, encontrou o filho mexendo na bermuda, com o homem ao lado.
Questionado pelo pai, o treinador afirmou, conforme o B.O., que pretendia dar uma fruta e uma barra de cereais ao menino. A criança contou ao pai que sofria abusos sexuais havia meses e que não havia falado antes porque era ameaçada pelo treinador. O homem negou a acusação.
Outra mãe relatou que estranhava a conduta do treinador desde que o filho, também de 12 anos, começou a frequentar a escolinha, há mais de dois anos. Segundo ela, o homem dava ao menino chuteiras e roupas usadas nos jogos. Ao ser questionado sobre os presentes, ele teria dito que a criança tinha futuro no futebol.
A mãe afirmou que já havia perguntado ao filho se o treinador tinha agido de forma imprópria, mas o menino negava. Após saber da prisão, ela voltou a conversar com a criança, que chorou e relatou abusos que, segundo o registro policial, teriam começado no início deste ano e incluído diferentes atos de natureza sexual. O episódio mais recente teria ocorrido na terça-feira (03).
A criança também contou à mãe que não havia falado sobre os abusos porque era ameaçada pelo treinador, que dizia que a família do menino já havia matado pessoas.



