Um cão da raça Rottweiler morreu na madrugada de 11 de julho depois de ser atingido por uma pistola de choque (Taser) utilizada pela Polícia Militar em um condomínio empresarial no km 39 da rodovia Índio Tibiriçá (SP-031), em Ribeirão Pires. O animal havia ferido três pessoas antes da chegada dos agentes.
Equipes da PM foram acionadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) por volta das 0h30 para atender ao chamado sobre um cachorro agressivo solto no complexo. Ao chegarem, os policiais encontraram o Rottweiler em comportamento hostil e tentaram capturá-lo com um cambão, contando com o apoio de duas equipes do Corpo de Bombeiros.
A contenção física falhou e, diante do risco iminente de novos ataques, foi necessário o uso da arma de choque. O primeiro disparo não neutralizou o animal, que resistiu à descarga. Somente após o aumento da intensidade da carga e uma nova aplicação o cão cessou a resistência e veio a óbito.
Dois funcionários de uma empresa instalada no condomínio sofreram mordidas e receberam atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Luzia antes da intervenção policial. Um caminhoneiro também foi atacado, mas deixou o local antes da chegada das autoridades.
Câmeras corporais registraram toda a ação. Embora usasse coleira, o animal circulava livremente e nenhum responsável se apresentou para reivindicar sua propriedade.
A análise inicial do delegado entendeu que a conduta dos agentes se enquadra na excludente de ilicitude por estado de necessidade, já que as equipes enfrentavam perigo imediato e esgotaram os meios menos letais antes do uso da Taser.
Em relação ao dono, ainda não identificado, há indícios de abandono e falta de cuidados, situação que pode configurar maus-tratos conforme a legislação federal. A Polícia Civil investiga o caso para localizar o proprietário e apurar responsabilidades criminais pelo abandono e pelas lesões causadas às vítimas.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Ribeirão Pires como lesão corporal e crime ambiental.




